Cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo mundo que não podem pagar por serviços de saúde não têm acesso ao atendimento e tratamento médico. A estimativa é de um relatório sobre o financiamento global da saúde divulgado nesta segunda-feira (22) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a organização, sem dinheiro para arcar com o atendimento médico, essas pessoas permanecem na pobreza. “Elas são empurradas ainda mais para a pobreza, porque estão doentes demais para trabalhar”, diz o documento.

A OMS afirma ainda que 150 milhões de pessoas enfrentam dificuldades financeiras a cada ano e 100 milhões são levadas à pobreza por terem de arcar com as despesas com saúde de suas famílias.

De acordo com a organização, o alto custo de procedimentos médicos não é o único fator a prejudicar o orçamento. Pequenos e constantes gastos com esse tipo de serviço também podem resultar em “uma catástrofe financeira”.

A organização constatou que parte da população deixa de fazer exames preventivos por não ter como pagar. Com isso, diminuem as chances de diagnóstico precoce e cura da doença.

Orçamento público
Para que os países tenham mais recursos para ofertar cobertura de saúde universal, a OMS sugere que os governos destinem fatias maiores do orçamento para a saúde, recolham impostos ou contribuições e taxem produtos nocivos à saúde, como fumo e álcool.

A organização alerta que as nações ricas terão de ajudar as pobres a conseguir aumentar os fundos de saúde. “Os doadores serão necessários para a maior parte dos países mais pobres durante um período considerável de tempo”, diz a OMS.

(Agência Brasil)